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Libertadores

Palmeiras x Flamengo na final expõe frustração argentina com desigualdade na Libertadores

A final Flamengo x Palmeiras reacende o debate na Argentina sobre a disparidade técnica e financeira no continente, enquanto brasileiros dominam a Libertadores nos últimos anos

Luis Advíncula chora após vice do Boca Juniors. (Foto: Raul Sifuentes/Getty Images)
Luis Advíncula chora após vice do Boca Juniors. (Foto: Raul Sifuentes/Getty Images)

Como a nova final brasileira na Libertadores é vista na Argentina

A final da Libertadores 2025 está se aproximando, com Flamengo e Palmeiras decidindo o título e garantindo mais um duelo 100% brasileiro na competição. O cenário aprofunda a sensação de frustração na Argentina, que assiste ao futebol brasileiro acelerar em investimentos, estrutura e desempenho continental. 

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Nos últimos anos, contando a decisão de 2025, apenas duas das últimas sete finais tiveram clubes argentinos: em 2023, com o Boca Juniors perdendo para o Fluminense, e em 2019, quando o River Plate caiu diante do Flamengo. Todas as demais tiveram confrontos exclusivamente brasileiros.

O sentimento na Argentina é de que o domínio brasileiro não é fruto de um ciclo momentâneo, mas consequência direta do poder econômico crescente dos clubes, impulsionado por novos modelos de gestão e capacidade de investimento.

A crítica também recai sobre o peso emocional dessas derrotas, já que a Argentina tradicionalmente se via como protagonista na Libertadores. A repetição de finais brasileiras, ano após ano, produz a narrativa de decadência competitiva no país, enquanto os clubes do Brasil se revezam no topo do continente. 

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A leitura predominante é que, enquanto o Brasil amplia sua hegemonia, a Argentina corre atrás de soluções que parecem distantes no curto prazo. A nova final entre Palmeiras e Flamengo, dois dos elencos mais fortes e estruturados da América do Sul, reforça a ideia de que os brasileiros não apenas dominaram o presente, mas tendem a dominar o futuro.

Sul-Americana como trunfo argentino

Em contrapartida, existe um ponto de orgulho mantido: a Copa Sul-Americana. Enquanto a Libertadores virou território amplamente brasileiro, a competição secundária do continente se tornou um espaço onde equipes argentinas e clubes de menor escalão de outros países conseguem se sobressair diante de brasileiros. 

Elenco do Lanús comemora o título da Sul-Americana. (Foto: Christian Alvarenga/Getty Images)

Elenco do Lanús comemora o título da Sul-Americana. (Foto: Christian Alvarenga/Getty Images)

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Em 2024, por exemplo, o Cruzeiro perdeu a final para o Racing, e em 2025 o Atlético Mineiro foi derrotado pelo Lanús na decisão do último sábado (22). Para os argentinos, a Sul-Americana mantém vivo um senso de equilíbrio, mostrando que, apesar da disparidade, o futebol do país ainda consegue competir.

Quando será a final da Libertadores?

A final da Libertadores será disputada em Lima, no Peru, neste sábado (29), às 18h (horário de Brasília). O confronto entre Palmeiras e Flamengo decidirá não apenas o campeão continental, mas também quem será o primeiro brasileiro tetracampeão da história da competição.

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