O Atlético de Madrid entrou em campo na última terça-feira (17) em duelo contra a equipe do Tenerife, válido pelo jogo de volta das semifinais da Copa da Rainha, ficando com a vitória no placar de 1 a 0.
Apesar da classificação para a final, os holofotes da partida tomaram outra proporção após a atacante brasileira Gio Garbelini ter sido acusada de racismo durante o jogo.
A acusação foi feita por Noelia, do Tenerife, afirmando que a brasileira teria chamado outra jogadora da equipe adversária, Fatou Dembele, de “negra”, durante confusão que causou a expulsão de Dembele, aos 89 minutos de jogo.
Arbitragem do jogo se pronunciou
Em súmula divulgada após o jogo, a equipe de arbitragem falou sobre o ocorrido. Durante a acusação, foi ativado o protocolo anti-racismo, interrompendo o confronto. Veja as palavras da arbitragem abaixo:
“No minuto 89 da partida, após a expulsão da jogadora do Tenerife, Dembele Fatou, a jogadora do Tenerife Noelia Ramos Álvarez me informa que a jogadora do Club Atlético de Madrid, Giovana Queiroz, se dirigiu à jogadora do Tenerife, Dembele Fatou, com o seguinte termo: “negra”, que não pode ser ouvido por nenhuma das integrantes da equipe de arbitragem.”

Gio Garbelini pelo Atlético de Madrid (Photo by Aitor Alcalde/Getty Images)
“Em consequência, ativamos o protocolo contra o racismo, motivo pelo qual a partida ficou interrompida por cinco minutos.” afirmou a arbitragem em súmula.
Brasileira se pronunciou

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Gio Garbelini se pronunciou sobre o assunto em suas redes sociais. Confira abaixo a nota oficial da brasileira:
“Venho a público me pronunciar sobre a denúncia registrada em súmula na partida de ontem, que me atribui uma acusação de cunho racista. Nego, de forma rotunda e categórica, ter proferido a palavra “negra” ou qualquer outro comentário racista ou ofensivo. O que foi registrado simplesmente não aconteceu.”
“O racismo é algo que rejeito profundamente. Vai contra tudo o que sou e tudo o que vivi no esporte. Ao longo da minha carreira compartilhei vestiário, conquistas e amizades verdadeiras com pessoas de culturas e origens diferentes e isso sempre foi algo natural para mim, não uma postura. Ver meu nome associado a uma mentira como essa me dói. E não vou aceitar em silêncio. Confio que a verdade virá à tona e que os fatos serão devidamente esclarecidos. Seguirei colaborando com tudo o que for necessário. Obrigada pelo carinho e apoio que tenho recebido.”




