que deveria ser mais um grande clássico da Copa da Alemanha terminou em cenas de violência e muita preocupação. Waldhof Mannheim e Kaiserslautern tiveram a partida interrompida após invasão de campo, lançamento de sinalizadores e confronto entre torcedores e policiais. Segundo os jornais Bild e Marca, 85 pessoas ficaram feridas.
Como começou a confusão no clássico alemão?
A tensão aumentou depois de um desentendimento entre jogadores dentro de campo. Na sequência, objetos começaram a ser lançados das arquibancadas e, segundo o Bild, torcedores do Kaiserslautern dispararam foguetes em direção à tribuna principal. O cenário rapidamente saiu do controle.
Torcedores do Mannheim então deixaram as arquibancadas e invadiram o gramado. A polícia precisou entrar em campo para conter a movimentação, enquanto agentes a pé e montados a cavalo atuavam na operação. Um pequeno incêndio também foi registrado no setor destinado à torcida visitante.
A operação de segurança já era reforçada antes mesmo da bola rolar. O clássico era considerado de alto risco e cerca de 1.400 policiais foram mobilizados para acompanhar os aproximadamente 23,5 mil torcedores presentes no estádio. Mesmo assim, a rivalidade acabou ultrapassando os limites.
Quantas pessoas ficaram feridas?
De acordo com as informações divulgadas pela polícia e reproduzidas pelo Bild e pelo Marca, 85 pessoas precisaram de atendimento médico, entre elas 35 policiais. Oito feridos foram encaminhados ao hospital, enquanto a maioria apresentou ferimentos considerados leves.
Depois que a situação foi controlada, a partida pôde ser retomada. O empate por 0 a 0 permaneceu até o fim do tempo regulamentar, mas o Kaiserslautern conseguiu evitar os pênaltis e marcou aos 120 minutos, garantindo a vitória por 1 a 0 e a classificação na Copa da Alemanha.
Quem foi responsabilizado pela violência?
Após o jogo, os clubes trocaram acusações sobre o início da confusão. Mathias Schober, diretor esportivo do Mannheim, afirmou que os primeiros foguetes partiram do setor do Kaiserslautern, mas também reconheceu que objetos foram lançados pelos torcedores de sua própria equipe e condenou a invasão do gramado.
Do outro lado, Thomas Hengen, dirigente do Kaiserslautern, preferiu não apontar apenas um responsável. “O que aconteceu nas arquibancadas foi terrível, dos dois lados. Um clássico não pode terminar assim. Isso prejudica a nós e ao futebol”, afirmou. O resultado classificou o Kaiserslautern, mas a violência acabou sendo o principal assunto depois do apito final.




