O técnico Alexander Medina não escondeu a euforia e aproveitou para mandar um recado direto após o Estudiantes garantir a vaga na grande final da Copa Libertadores. Em pleno Maracanã, o clube argentino superou o Flamengo por 3 a 2 na disputa por pênaltis, após um empate em 0 a 0 no tempo regulamentar.
Na coletiva de imprensa, o comandante uruguaio celebrou o feito histórico e desabafou sobre a superação. “Chegar a uma final da Copa Libertadores é muito difícil, especialmente para times não brasileiros. O Estudiantes mereceu na série. Fizemos um primeiro tempo muito bom, mas as coisas se complicaram cinco minutos depois do início do segundo tempo com a expulsão. Este time mostrou caráter, personalidade, coração e garra“, destacou.
Em outro momento, o treinador destacou a resistência do time de La Plata, para levar a disputa para os pênaltis. “Esses jogadores incríveis que temos no elenco realizaram uma tarefa árdua. Segurar um adversário de alto nível com 11 jogadores contra 11 já é difícil, imagine então com 11 contra 10 durante todo o tempo. A equipe lidou bem com a situação; mantivemos uma defesa muito sólida”, celebrou.
Em um dos momentos de maior destaque, Medina citou o falecido Alejandro Sabella, treinador histórico do Estudiantes da seleção argentina. “Não foi fácil, assim como a decisão de não escalar o Tiago (Palacios). O que mais importa é o ‘nós’ acima do ‘eu’, como disse tantas vezes o grande Alejandro Sabella: hoje a equipe prevaleceu sobre o talento individual“, ressaltou o técnico.
Detalhe da classificação contra o Flamengo
O comandante uruguaio também detalhou as escolhas que fez na escalação titular antes de a bola rolar no Maracanã, explicando a entrada surpresa de Marcos Rojo na vaga de Tomás Palacios. “Se eu tivesse todo o elenco à disposição, o que não tenho há vários meses por diversos motivos, seria difícil montar o time titular porque alguém teria que ficar de fora, como foi o caso hoje com o Tomás (Palacios)”, explicou.
Ao analisar a dimensão do resultado obtido no Rio, o comandante reconheceu o peso do triunfo para a história do clube de La Plata. “Foi uma vitória importante na nossa história, não tenho dúvidas. Não sei onde a colocamos no ranking, mas será significativa com o passar do tempo, especialmente se conseguirmos ganhar o campeonato”, avaliou o uruguaio durante a coletiva.
O triunfo foi ainda mais valorizado pelas adversidades enfrentadas durante os noventa minutos, com expulsão e substituições forçadas por lesão. “Foi uma noite em que tudo aconteceu contra nós. A equipe estava bem posicionada, jogando com personalidade, e a lesão do Correa nos desestabilizou, porque sofremos um gol, e depois veio a expulsão. São coisas que marcam o rumo do jogo, mas de forma negativa. A equipe suportou, resistiu com a alma, a coragem, a bravura com que esses garotos jogaram”, enfatizou Medina.
Argentinos voltam a colocar um representante na final da Libertadores
Por fim, o treinador encerrou sua manifestação com elogios efusivos ao elenco pela trajetória na competição continental. “Quero destacar todos os meus jogadores porque estão fazendo uma Copa Libertadores magnífica. Hoje foi uma partida em que eles precisavam dar o seu melhor, e felizmente a equipe apareceu novamente, como sempre, e conseguimos vencer no Maracanã”, concluiu.
Vale destacar que o Estudiantes volta a uma decisão após 17 anos, quando venceu o Cruzeiro na final da Libertadores de 2009, no Mineirão. Com quatro conquistas, a equipe busca o pentacampeonato contra o Palmeiras, que eliminou o Fluminense, também em decisão nos pênaltis.
Com a classificação, os argentinos voltam a ter um time em uma final de Copa Libertadores. Algo que não acontecia desde 2023, quando o Boca Juniors perdeu a final para o Fluminense, no Maracanã.




