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Copa do Mundo

Nova Jersey busca participação em receita ligada ao gramado da Copa do Mundo de 2026

O debate envolve dinheiro público investido na adaptação do gramado e, até aqui, não há acordo fechado nem fórmula pública definitiva para um eventual repasse.

A final da Copa do Mundo ocorrerá no MetLife Stadium em East Rutherford, New Jersey. Evrim Aydin / Anadolu / Imago
© IMAGO/Anadolu AgencyA final da Copa do Mundo ocorrerá no MetLife Stadium em East Rutherford, New Jersey. Evrim Aydin / Anadolu / Imago

Nova Jersey entrou em disputa por uma fatia da receita ligada à comercialização de partes do gramado utilizado no MetLife Stadium no Mundial de 2026. A frente institucional do pleito está no gabinete da deputada Mikie Sherrill, e o ponto central da discussão é econômico: o estado quer participar dos valores gerados por um ativo cuja preparação foi bancada com recursos públicos.

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Na prática, a chamada “venda do gramado” se refere à comercialização de porções do campo como item vinculado ao torneio. O recorte em discussão envolve aproximadamente cinco jardas quadradas do gramado do estádio, sem que isso represente, neste momento, um modelo de divisão já definido entre as partes.

Por que o estado reivindica parte da receita

A justificativa do estado passa pelo investimento feito para adequar o campo aos padrões da FIFA. A New Jersey Sports and Exposition Authority desembolsou US$ 13,04 milhões nesse processo.

Esse valor incluiu projeto, construção do campo, equipamentos e serviços de manutenção. Com isso, o argumento do estado é direto: se dinheiro público foi usado para preparar o gramado que agora está ligado a uma comercialização do Mundial, a administração estadual entende que deve participar da receita gerada.

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A reivindicação ainda deve ser tratada como pleito político e institucional. Não há confirmação pública de acordo, de percentual reservado ao estado ou de repasse já aprovado.

Como seria a divisão da receita do gramado

A estrutura comercial descrita até aqui indica que a comercialização dessas partes do gramado do MetLife Stadium estaria ligada ao evento como produto associado à Copa do Mundo de 2026. Nesse desenho, a FIFA sustenta que sua participação seria uma taxa nominal inferior a 5% pelo uso de sua propriedade intelectual.

A maior parcela da receita, por sua vez, ficaria com o comitê organizador de Nova York-Nova Jersey. É justamente aí que surge o impasse: o estado busca entrar nessa divisão por entender que ajudou a viabilizar, com verba pública, o ativo que passou a ter valor comercial.

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Até o momento, não existe fórmula pública definitiva para repartir os valores entre o estado, o comitê organizador e a FIFA. Também não há confirmação de que o estado receberá parte dessa arrecadação.

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