No Estádio do Dragão, a Noruega decepcionou mais uma vez e sofreu um novo apagão coletivo. Kristoffer Ajer abriu o placar aos 36 minutos, mas João Cancelo empatou apenas dois minutos depois. Na etapa final, Gonçalo Ramos virou para Portugal, e a seleção nórdica confirmou a terceira derrota seguida na Nations League. Com três pontos no Grupo A4, o time de Ståle Solbakken entrou em situação delicada.
O padrão que ruiu: O que funcionava e parou de dar certo
A Noruega construiu sua identidade em 2026 com Haaland como referência, Ødegaard na criação e laterais agressivos. Apesar disso, contra Portugal esse padrão desapareceu depois do gol de Ajer. A equipe perdeu o controle das transições, sofreu o empate rapidamente e praticamente não criou na etapa final.
Haaland, que já havia tido atuação apagada contra o País de Gales, ficou isolado e deixou o campo lesionado aos 67 minutos. Sem seu principal finalizador e com o meio-campo perdendo duelos, a Noruega terminou sem resposta diante da pressão portuguesa.
Por que a pane aconteceu?
Portugal conseguiu pressionar a saída norueguesa e explorar os espaços entre as linhas. O empate de Cancelo mostrou a queda de concentração após a vantagem, enquanto a defesa também teve dificuldades para controlar a movimentação ofensiva portuguesa. A troca de goleiro, com Egil Selvik no lugar de Ørjan Nyland, não foi suficiente para corrigir a instabilidade.
O desgaste da sequência internacional agravou o problema, isso poque após Haaland sair lesionado, a intensidade caiu e a equipe perdeu força justamente quando precisava reagir. Sem volume ofensivo e sem criar grandes oportunidades no segundo tempo, a Noruega ficou presa a um jogo previsível e mostrou uma desconexão clara entre defesa, meio-campo e ataque.
O impacto e os caminhos para a correção
A terceira derrota consecutiva deixa a Noruega pressionada no Grupo A4 e transforma o próximo duelo contra o País de Gales em um jogo decisivo. Solbakken precisará recuperar a intensidade, melhorar a saída sob pressão e encontrar alternativas para que o ataque não dependa exclusivamente de Haaland.
A pane deixou de ser um problema isolado e passou a atingir o funcionamento coletivo da seleção. Se a Noruega não recuperar rapidamente a força nas transições e a conexão entre os setores, a equipe corre o risco de transformar uma sequência ruim em uma crise que pode comprometer toda a campanha.




