Quando a bola para de rolar entre os times brasileiros, as atenções se voltam completamente à Seleção Brasileira no período de Data Fifa. E logo no primeiro teste após a Copa do Mundo, a equipe de Ancelotti conseguiu um modesto empate contra a Austrália.
Aliás, com gol de Rayan no final do jogo, evitando que o Brasil iniciasse o ciclo para 2030 com uma derrota. E o resultado já não indica apenas preocupação, mas sim uma constatação de uma realidade dura e cruel.
Mesmo com jogadores talentosos, como Vini Jr, Bruno Guimarães e Estevão, a Seleção Brasileira não consegue mostrar nada de diferente do que um enorme mar de mediocridade e de perda de tempo, em um horário digno de um programa esquecível. É esta a forma que deve ser encarada, sem rodeios.
Alemanha deveria ser exemplo de como admitir o fracasso
Passando por algo parecido, a Alemanha vem em um limbo justamente após a Copa de 2014. Em uma edição que ficou marcada pelo histórico 7 a 1, os alemães não conseguiram mais se recuperar e acumulam vexames. E após ser eliminado pelo Paraguai no último mundial, os tetracampeões acenderam a esperança.
Isso por conta de Jürgen Klopp. Porém, com um enredo parecido no qual nos acostumamos no Brasil, os alemães estrearam mal. Em dois jogos, um empate com a Holanda e uma derrota para a Grécia. E é justamente de lá que vem um exemplo de como devemos, sendo torcedor ou parte da imprensa, encarar a verdade.
Um dos vilões do “7 a 1”, o ex-jogador Bastian Schweinsteiger não amenizou a situação atual de sua seleção e disparou: “Já não somos uma equipe de topo, somos medíocres. Não conseguimos pressionar o adversário de uma forma que lhes cause problemas”, afirmou.
O que esperar quando parece que não há nada para mostrar?
A sinceridade do ex-jogador alemão deveria servir como um espelho direto para a Seleção Brasileira e a CBF. Admitir a mediocridade do momento é o primeiro passo para tentar algo realmente novo e buscar uma reestruturação profunda, se desvencilhando das desculpas e “vilanias” em jogadores ou treinadores.
Enquanto a Alemanha encara seu diagnóstico de frente, o Brasil insiste em maquiar atuações pobres e se agarra a uma mística do “peso da camisa”, algo que vira um mantra ao se aproximar da época de Copa. Sem reconhecer que o futebol atual é insuficiente, a Amarelinha continuará presa a um ciclo de ilusões.
Vale destacar que a CBF mostra incômodo com o momento e vem se movimentando, com a diminuição de estrangeiros e a ideia de dar mais minutos aos jovens. Em meio a isso, o Brasil precisa urgente deste choque de realidade demonstrado pelos alemães, em postura honesta e sincera da sua nova realidade.




